Mães que cuidam também precisam se cuidar

4 de maio de 2026

O Dia das Mães costuma ser marcado por homenagens, carinho e reconhecimento.

E, de fato, maternar é um dos gestos mais profundos de cuidado que existem. É presença, entrega, atenção e amor em suas mais diversas formas.


Mas, em meio a tudo isso, existe uma pergunta que precisa ser feita com mais frequência: quem cuida de quem cuida?


Muitas mães se tornam referência de força, acolhimento e suporte para todos ao seu redor. Estão presentes nos momentos difíceis, oferecem colo, orientam, organizam, resolvem. São, muitas vezes, o ponto de equilíbrio dentro de casa. Mas, ao longo dessa jornada, é comum que acabem deixando a si mesmas em segundo plano.


E é justamente aqui que mora um ponto importante: cuidar do outro não pode significar esquecer de si.


Falar sobre autocuidado na maternidade não é sobre egoísmo, é sobre equilíbrio.

É entender que, para continuar oferecendo apoio, também é necessário estar bem.

Que olhar para as próprias emoções, respeitar limites e reconhecer o próprio cansaço faz parte de um cuidado mais completo.


Uma mãe que se escuta, que se respeita e que se permite pausar também está ensinando. Está mostrando, na prática, que o cuidado começa de dentro para fora. Que sentir, precisar e se priorizar não diminui o amor, só o fortalece.



Eu sou Aline Teixeira e acredito que mães que se cuidam também ensinam o valor do respeito, do equilíbrio e do amor próprio. Se você também acredita, me acompanhe nas redes sociais @alineteixeira.oficial.


24 de abril de 2026
A tecnologia avança em ritmo acelerado, mas nem sempre o uso que se faz dela acompanha responsabilidade e ética. Nos últimos meses, um tipo de violência tem se tornado cada vez mais comum e preocupante: o uso de inteligência artificial para criar imagens íntimas falsas de mulheres, divulgadas sem qualquer consentimento. Esse tipo de prática, muitas vezes chamado de “deepfake íntimo”, não é brincadeira, nem entretenimento. É violência. A partir de fotos públicas, criminosos utilizam ferramentas de inteligência artificial para manipular imagens e criar conteúdos de nudez ou cunho sexual, simulando situações que nunca existiram. O impacto disso é devastador. Mulheres têm suas imagens expostas, sua reputação atacada e sua segurança emocional profundamente afetada. No Brasil, a divulgação de conteúdo íntimo sem consentimento já é tipificada como crime. Mesmo quando a imagem é manipulada, o dano causado é real e pode ser enquadrado em crimes como difamação, violência psicológica e crimes contra a dignidade sexual. Mas para além da legislação, é importante entender o que está por trás desse tipo de prática: controle, exposição e tentativa de silenciamento. Mais uma vez, a tecnologia é usada como ferramenta de violência, especialmente contra mulheres que ocupam espaços, se posicionam ou simplesmente existem no ambiente digital. Outro ponto importante é a reação social. Muitas vezes, a vítima ainda é questionada, julgada ou responsabilizada, enquanto o agressor permanece no anonimato. Essa inversão precisa ser combatida. Se uma mulher for vítima desse tipo de crime, alguns caminhos são fundamentais: registrar boletim de ocorrência, preferencialmente em delegacias especializadas em crimes digitais ou contra a mulher; reunir provas, como prints, links e registros das publicações; solicitar a remoção do conteúdo nas plataformas digitais e buscar apoio jurídico e psicológico. Além disso, existem canais de denúncia e apoio que podem orientar e acolher essas vítimas, reforçando que elas não estão sozinhas. Falar sobre esse tema é urgente. Porque o ambiente digital não é separado da vida real, ele também precisa ser seguro. E enquanto novas tecnologias surgem, a responsabilidade de combater o uso delas para violentar pessoas precisa crescer na mesma proporção.  Eu sou Aline Teixeira e acredito que proteger mulheres também significa enfrentar as novas formas de violência que tentam silenciar suas vozes no ambiente digital. Se você também acredita, me acompanhe nas redes sociais @alineteixeira.oficial .
17 de abril de 2026
O chamado “pacto masculino” é um conceito que ajuda a explicar um comportamento social ainda muito presente: a tendência de homens protegerem, justificarem ou se omitirem diante de atitudes problemáticas de outros homens, especialmente quando essas atitudes envolvem mulheres. Não é um acordo explícito, mas um padrão cultural. Ele se manifesta em situações cotidianas, muitas vezes naturalizadas, como comentários machistas tratados como piada, atitudes desrespeitosas relativizadas ou até mesmo a ausência de reação diante de comportamentos abusivos. Na prática, o pacto masculino se sustenta na omissão. Isso significa que a violência contra a mulher não se mantém apenas por quem a pratica, mas também por um ambiente que, direta ou indiretamente, permite que ela aconteça. O silêncio, nesse contexto, deixa de ser neutralidade e passa a funcionar como validação. Esse padrão tem impactos profundos, pois dificulta que mulheres reconheçam situações de violência, enfraquece redes de apoio e contribui para a normalização de comportamentos que não deveriam ser aceitos em nenhuma circunstância. Por isso, enfrentar o pacto masculino não é apenas sobre condenar casos extremos mas é também sobre interromper padrões. Isso exige mudanças de comportamento, responsabilização e, principalmente, disposição para se posicionar, inclusive em situações cotidianas, onde o silêncio costuma parecer mais confortável. A violência contra a mulher não é um problema individual, é estrutural e estruturas não se mantêm sozinhas. Romper com isso não é simples, mas é necessário. Porque enquanto o desconforto de se posicionar for menor do que o impacto da violência, nada muda.  Eu sou Aline Teixeira e acredito que enfrentar a violência contra a mulher também passa por responsabilizar o silêncio, porque quando alguém se cala diante do erro, deixa de ser apenas espectador e passa a fazer parte do problema. Se você também acredita, me acompanhe nas redes sociais @alineteixeira.oficial.