O que os homens não percebem sobre a rotina das mulheres

Redação • 22 de junho de 2026

Por Aline Teixeira

Muitos homens saem de casa sem pensar duas vezes no caminho que vão fazer, no horário em que vão voltar ou em quem estará ao seu redor durante o trajeto. Para muitas mulheres, porém, a realidade é diferente.

Antes mesmo de sair, existe um cálculo silencioso. Qual caminho é mais seguro? O local é bem iluminado? É melhor pedir um carro por aplicativo ou esperar um pouco mais? Vale a pena caminhar sozinha? Alguém pode acompanhar o trajeto em tempo real?

São decisões que acontecem diariamente e que, muitas vezes, passam despercebidas por quem nunca precisou tomá-las.

A verdade é que a experiência de ocupar os espaços públicos ainda é diferente para homens e mulheres. Enquanto muitos circulam com liberdade, milhões de mulheres convivem com uma sensação constante de alerta. Não porque desejam viver assim, mas porque aprenderam, desde cedo, que a prevenção faz parte da sobrevivência.

Compartilhar localização, enviar a placa do carro para familiares, evitar determinados horários, mudar de calçada ou fingir uma ligação são comportamentos tão comuns que acabaram sendo naturalizados. O problema é que nada disso deveria ser considerado normal.

Essa vigilância permanente tem consequências. Afeta a saúde mental, aumenta a ansiedade e limita a sensação de liberdade. Afinal, quando uma pessoa precisa avaliar riscos o tempo inteiro, ela deixa de ocupar os espaços com tranquilidade.

Por isso, quando falamos sobre segurança da mulher, não estamos falando apenas sobre violência. Estamos falando sobre qualidade de vida, saúde emocional e o direito de viver sem medo.

Talvez a pergunta que a sociedade precise fazer não seja por que as mulheres criam tantas estratégias de proteção. A pergunta correta é por que elas ainda precisam criá-las.

Eu sou Aline Teixeira e acredito que liberdade não é apenas poder ir e vir. É poder fazer isso sem que o medo seja um companheiro constante no caminho. Se você também acredita, me acompanhe nas redes sociais @alineteixeira.oficial.

16 de junho de 2026
Nos últimos dias, o esporte voltou a mostrar uma realidade que vai muito além dos resultados dentro das quadras e dos campos. Enquanto as atenções do público, da imprensa e dos patrocinadores já começam a se voltar para a Copa do Mundo masculina, as seleções femininas brasileiras seguem conquistando resultados expressivos com uma visibilidade muito menor. Na última semana, tanto a Seleção Brasileira Feminina de Futebol quanto a Seleção Feminina de Vôlei conquistaram importantes vitórias, reafirmando o alto nível técnico das atletas brasileiras. Ainda assim, a repercussão ficou distante daquela destinada às competições masculinas, mesmo quando os resultados esportivos das mulheres são igualmente relevantes. A diferença não está apenas na cobertura da mídia. Ela também aparece nos investimentos, nos contratos de patrocínio, na audiência estimulada pelas transmissões e no espaço dedicado às atletas nos debates esportivos. Durante décadas, o esporte feminino precisou lutar não apenas por títulos, mas pelo direito de existir, competir e ser reconhecido. Nos últimos anos, houve avanços importantes. O futebol feminino conquistou mais espaço, o vôlei feminino se consolidou como uma potência internacional e diversas atletas brasileiras se tornaram referências mundiais. Mas ainda existe uma desigualdade evidente quando o assunto é atenção pública.  Não se trata de criar uma disputa entre homens e mulheres. Trata-se de reconhecer que o desempenho esportivo merece valorização independentemente do gênero. Quando uma atleta veste a camisa do Brasil e conquista resultados expressivos, ela também representa o país, inspira meninas e ajuda a construir o futuro do esporte. Eu sou Aline Teixeira e acredito que apoiar o esporte feminino não é apenas uma questão de igualdade, é reconhecer o talento, a dedicação e as conquistas de mulheres que há muito tempo já provaram que merecem estar no centro da torcida brasileira. Se você também acredita, me acompanhe nas redes sociais @alineteixeira.oficial.
Por Redação 15 de junho de 2026
Por Aline TeixeiraUma adolescente de 17 anos foi vítima de violência sexual após pedir informação a um homem nas proximidades da estação Tatuapé, em São Paulo. Segundo a investigação, ela estava perdida, procurava ajuda para chegar ao metrô e acabou sendo conduzida pelo agressor para um local isolado, onde o crime aconteceu. O suspeito foi…