A violência que não aparece nas estatísticas

14 de julho de 2026

Quando falamos sobre violência contra a mulher, normalmente pensamos nos casos que chegam às manchetes ou entram para as estatísticas. Mas existe uma realidade muito maior, silenciosa e difícil de medir: a violência que não é denunciada.


Todos os dias, milhares de mulheres sofrem assédio, perseguição, importunação sexual, violência psicológica e ameaças sem procurar ajuda. Muitas não registram boletim de ocorrência por medo, vergonha, dependência financeira ou pela falta de confiança de que serão acolhidas. O resultado é um retrato incompleto da violência no Brasil. Atrás de cada número, existem inúmeras histórias que permanecem invisíveis.


Enfrentar esse cenário exige mais do que punir agressores. É preciso fortalecer a prevenção e a rede de proteção. Ampliar o funcionamento das Delegacias da Mulher em regime de 24 horas, garantir atendimento especializado em municípios que ainda não possuem unidades, acelerar a concessão de medidas protetivas, investir em casas de acolhimento para mulheres e seus filhos e ampliar o acesso à assistência psicológica e jurídica são medidas fundamentais para romper o ciclo da violência.


Ao mesmo tempo, a prevenção precisa começar antes da agressão. Investir em educação, promover campanhas permanentes de conscientização e capacitar profissionais da saúde, educação e segurança pública para identificar sinais de violência são políticas que ajudam a salvar vidas.


Combater a violência contra a mulher significa criar condições para que ela se sinta segura para denunciar e tenha a certeza de que encontrará proteção, acolhimento e justiça. Nenhuma vítima deveria enfrentar esse caminho sozinha.


Eu sou Aline Teixeira e acredito que uma sociedade verdadeiramente segura é aquela que não espera a violência acontecer para agir. Proteger as mulheres começa com prevenção, acolhimento e políticas públicas que funcionem de forma permanente, e não apenas diante de tragédias.

Se você também acredita, me acompanhe nas redes sociais @alineteixeira.oficial.


13 de agosto de 2026
Sessão solene realizada pela Câmara Municipal marcou o aniversário do município e reconheceu a atuação de Aline Teixeira em ações sociais e na preservação do patrimônio natural e cultural da cidade. Por Redação - Itaquera em Notícias Imagem: Acácia Gutierrez / Itaquera em Notícias 
14 de julho de 2026
A reportagem exibida pelo Fantástico neste fim de semana reacendeu um debate urgente sobre a violência contra a mulher. As denúncias contra o influenciador Cartolouco, feitas por ex-companheiras e atualmente investigadas pela Justiça, ganharam grande repercussão não apenas pela gravidade dos relatos, mas por evidenciarem um aspecto comum em muitos casos de violência doméstica: o ciclo da violência. O influenciador nega as acusações e afirma que apresentará sua defesa. Uma das perguntas que mais surgem quando casos como esse vêm à tona é: "Por que ela voltou?". A resposta é muito mais complexa do que parece. Relações abusivas dificilmente começam com agressões físicas. Elas costumam ser construídas aos poucos, entre demonstrações de carinho, pedidos de desculpas, promessas de mudança e episódios de violência. Esse movimento é conhecido por especialistas como ciclo da violência. Depois da agressão vem o arrependimento, seguido pela chamada "fase da lua de mel", quando o agressor promete que tudo será diferente. É justamente nesse momento que muitas mulheres acreditam que o relacionamento pode ser reconstruído. Não é ingenuidade. É uma combinação de manipulação emocional, esperança, medo, dependência financeira, baixa autoestima e isolamento. Julgar quem permanece em uma relação abusiva é ignorar toda a complexidade que existe por trás dessa decisão. O caso também trouxe à tona uma discussão importante sobre os desafios da rede de proteção. Uma das ex-companheiras relatou que deixou de contar com medida protetiva após o arquivamento do procedimento relacionado ao seu caso. Independentemente das razões jurídicas de cada processo, essa situação levanta uma reflexão necessária: muitas mulheres ainda se sentem desprotegidas quando o sistema deixa de oferecer mecanismos de proteção enquanto o medo permanece presente. A Lei Maria da Penha representa um dos maiores avanços na defesa das mulheres no Brasil, mas sua efetividade depende de uma aplicação rápida, integrada e capaz de acompanhar a realidade das vítimas, especialmente quando há risco de reiteração da violência. Outro ponto importante revelado pela reportagem foi a atitude das ex-companheiras de compartilharem suas experiências. Quando as mulheres percebem que viveram situações semelhantes, elas deixam de acreditar que estavam sozinhas ou que "era coisa da própria cabeça". Esse movimento fortalece vítimas, rompe o isolamento e incentiva outras mulheres a reconhecerem sinais de violência e buscarem ajuda. Mais do que expor um caso, elas mostraram como a união entre mulheres pode encorajar outras vítimas a romperem o silêncio.  Eu sou Aline Teixeira e acredito que enfrentar a violência contra a mulher começa quando deixamos de perguntar por que ela voltou e passamos a perguntar por que tantas mulheres ainda encontram barreiras para sair de uma relação abusiva, inclusive na justiça. Se você também acredita, me acompanhe nas redes sociais @alineteixeira.oficial.