Quando o medo faz parte do caminho

Redação • 15 de junho de 2026

Por Aline Teixeira
Uma adolescente de 17 anos foi vítima de violência sexual após pedir informação a um homem nas proximidades da estação Tatuapé, em São Paulo. Segundo a investigação, ela estava perdida, procurava ajuda para chegar ao metrô e acabou sendo conduzida pelo agressor para um local isolado, onde o crime aconteceu. O suspeito foi preso dias depois.
O caso é chocante, mas também revela uma realidade que milhões de mulheres conhecem bem: o medo constante.


Todos os dias, mulheres saem de casa calculando riscos. Compartilham localização em tempo real, enviam fotos da placa do carro de aplicativo, evitam determinados trajetos, seguram as chaves entre os dedos e pensam duas vezes antes de pedir ajuda a um desconhecido.
O mais preocupante é que esse comportamento já foi incorporado à rotina como algo normal. E não deveria ser.
Quando uma mulher precisa transformar atividades simples, como caminhar até uma estação, pegar um transporte ou pedir uma informação, em um exercício permanente de vigilância, estamos diante de um problema que vai muito além da segurança pública. Estamos falando de saúde mental, qualidade de vida e liberdade.
O medo constante produz ansiedade, estresse e sensação de vulnerabilidade. Ele limita escolhas, altera comportamentos e faz com que mulheres ocupem os espaços públicos de forma diferente dos homens.
Nenhuma sociedade pode considerar normal que mulheres vivam em estado permanente de alerta. O verdadeiro debate não é apenas sobre o crime que aconteceu, mas sobre quantas mulheres se identificaram imediatamente com a sensação de insegurança que essa jovem sentiu.
Eu sou Aline Teixeira e acredito que liberdade não é apenas poder ir e vir. É poder fazer isso sem que o medo acompanhe cada passo do caminho. Se você também acredita, me acompanhe nas redes sociais @alineteixeira.oficial.

16 de junho de 2026
Nos últimos dias, o esporte voltou a mostrar uma realidade que vai muito além dos resultados dentro das quadras e dos campos. Enquanto as atenções do público, da imprensa e dos patrocinadores já começam a se voltar para a Copa do Mundo masculina, as seleções femininas brasileiras seguem conquistando resultados expressivos com uma visibilidade muito menor. Na última semana, tanto a Seleção Brasileira Feminina de Futebol quanto a Seleção Feminina de Vôlei conquistaram importantes vitórias, reafirmando o alto nível técnico das atletas brasileiras. Ainda assim, a repercussão ficou distante daquela destinada às competições masculinas, mesmo quando os resultados esportivos das mulheres são igualmente relevantes. A diferença não está apenas na cobertura da mídia. Ela também aparece nos investimentos, nos contratos de patrocínio, na audiência estimulada pelas transmissões e no espaço dedicado às atletas nos debates esportivos. Durante décadas, o esporte feminino precisou lutar não apenas por títulos, mas pelo direito de existir, competir e ser reconhecido. Nos últimos anos, houve avanços importantes. O futebol feminino conquistou mais espaço, o vôlei feminino se consolidou como uma potência internacional e diversas atletas brasileiras se tornaram referências mundiais. Mas ainda existe uma desigualdade evidente quando o assunto é atenção pública.  Não se trata de criar uma disputa entre homens e mulheres. Trata-se de reconhecer que o desempenho esportivo merece valorização independentemente do gênero. Quando uma atleta veste a camisa do Brasil e conquista resultados expressivos, ela também representa o país, inspira meninas e ajuda a construir o futuro do esporte. Eu sou Aline Teixeira e acredito que apoiar o esporte feminino não é apenas uma questão de igualdade, é reconhecer o talento, a dedicação e as conquistas de mulheres que há muito tempo já provaram que merecem estar no centro da torcida brasileira. Se você também acredita, me acompanhe nas redes sociais @alineteixeira.oficial.
Por Redação 1 de junho de 2026
Por Aline TeixeiraNas últimas semanas, novos casos de tentativa de feminicídio voltaram a ocupar os noticiários brasileiros. Histórias diferentes, cidades diferentes, mas quase sempre o mesmo padrão: mulheres que já conviviam com ameaças, controle, agressões psicológicas ou violência dentro de relacionamentos.O problema é que, muitas vezes, a sociedade ainda enxerga o feminicídio como um episódio…