Saúde mental não é luxo: é Política Pública

12 de janeiro de 2026

Durante muito tempo, falar sobre saúde mental era visto como fraqueza. “Isso é frescura”, “é falta do que fazer”, “é coisa da cabeça”. Mas hoje já sabemos que cuidar da mente é tão essencial quanto cuidar do corpo. O que ainda falta é entender que saúde mental não é um privilégio individual, é uma questão coletiva e política.


Vivemos um tempo de exaustão. O país enfrenta crises econômicas, longas jornadas de trabalho, insegurança e falta de perspectiva. Tudo isso adoece. A depressão e a ansiedade já são consideradas os maiores males do século, mas o acesso a tratamento ainda é limitado, especialmente nas periferias e nos pequenos municípios.


Em muitas cidades, o CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) é o único espaço público de acolhimento psicológico. Só que, na maioria das vezes, há falta de profissionais, filas de espera e estruturas precárias. 


A saúde mental precisa sair do discurso e entrar na agenda pública. É preciso ampliar o acesso gratuito a psicólogos, psiquiatras e grupos terapêuticos. É preciso levar atendimento para escolas, comunidades e locais de trabalho. É preciso cuidar dos cuidadores, dos professores, dos servidores… De todos que estão no limite há tanto tempo.


Cuidar da mente é cuidar da vida. É reduzir o número de suicídios, de afastamentos por burnout, de violências geradas pela falta de escuta e de acolhimento. E isso só acontece quando o Estado reconhece que o sofrimento humano não é invisível nem supérfluo.


A saúde mental não pode continuar sendo um tema restrito às campanhas de setembro. Ela precisa estar presente em cada política pública, em cada orçamento, em cada conversa sobre o futuro.



Sou Aline Teixeira, e acredito que o equilíbrio emocional de um país começa pelo cuidado que ele oferece ao seu povo. Se você também acredita, me acompanhe nas redes sociais @alineteixeira.oficial.


10 de abril de 2026
A rotina de muitas mulheres é marcada por uma sobrecarga que, por muito tempo, foi naturalizada. Trabalhar, cuidar da casa, dos filhos, da família, das demandas emocionais de todos ao redor, e ainda assim manter produtividade, equilíbrio e presença constante. Mas a pergunta que precisa ser feita é: a que custo? A chamada dupla ou tripla jornada não é apenas uma questão de organização do tempo. É uma questão de saúde mental. Mulheres acumulam funções visíveis e invisíveis, carregando não apenas tarefas, mas também a responsabilidade emocional de sustentar relações, resolver conflitos e manter tudo funcionando. Esse acúmulo constante gera um desgaste silencioso. Ansiedade, exaustão emocional, sensação de insuficiência e culpa passam a fazer parte da rotina. Mesmo quando fazem muito, muitas mulheres sentem que nunca é o suficiente. E isso não acontece por acaso. Existe uma construção social que ensina mulheres a cuidar do outro antes de si, a não reclamar, a dar conta, a se adaptar. O problema é que, ao longo do tempo, esse padrão cobra um preço alto. A saúde mental começa a dar sinais, que muitas vezes são ignorados. O cansaço deixa de ser apenas físico e passa a ser emocional. O descanso já não é suficiente. A mente não desacelera. E, ainda assim, muitas seguem. Porque parar parece impossível. Porque pedir ajuda ainda é visto como fraqueza. Porque existe uma cobrança interna e externa para continuar. Falar sobre saúde mental feminina é, também, falar sobre limites. Sobre dividir responsabilidades. Sobre reconhecer que ninguém sustenta múltiplas jornadas sem impacto. Cuidar da mente não é luxo, é uma necessidade. E talvez o primeiro passo seja justamente reconhecer que não é normal viver constantemente sobrecarregada. Que não é preciso dar conta de tudo. Que sentir cansaço, frustração ou esgotamento não é sinal de fraqueza, é sinal de que algo precisa mudar. Foi com esse olhar que escrevi “Uma Conversa com as Emoções", um convite para que as pessoas possam se escutar, compreender seus sentimentos e construir uma relação mais saudável consigo mesmas, mesmo em meio às exigências do dia a dia.  Eu sou Aline Teixeira e acredito que nenhuma mulher deveria precisar adoecer para provar que consegue dar conta de tudo. Se você também acredita, me acompanhe nas redes sociais @alineteixeira.oficial.
9 de abril de 2026
Todos os dias, novos casos de violência contra mulheres ocupam manchetes, redes sociais e conversas. A frequência é tão alta que, aos poucos, algo ainda mais preocupante começa a acontecer: a sociedade se acostuma. O que deveria gerar choque passa a ser tratado como mais um caso. Mais um número. Mais uma história que se perde entre tantas outras. E é justamente aí que mora um dos maiores perigos: a banalização da violência. Quando a repetição se torna rotina, o impacto diminui. A indignação enfraquece. E, com isso, a urgência de mudança também perde força. A violência contra mulheres não é um evento isolado. Ela é estrutural. Está presente em diferentes formas: física, psicológica, sexual, patrimonial e, cada vez mais, também no ambiente digital. E, mesmo diante dessa complexidade, ainda vemos tentativas de minimizar, justificar ou relativizar essas situações. Frases como “isso sempre aconteceu”, “é problema do casal” ou “não sabemos o que realmente aconteceu” ajudam a criar uma narrativa perigosa: a de que a violência pode ser relativizada. E quando a violência é relativizada, ela é, de certa forma, permitida. Outro ponto que contribui para essa banalização é o excesso de exposição sem aprofundamento. Consumimos notícias rápidas, vídeos curtos, recortes de histórias, mas raramente paramos para refletir sobre o que está por trás de cada caso. Por trás de cada número existe uma mulher. Uma história interrompida. Uma rede afetada. Um ciclo que poderia ter sido evitado. Não podemos permitir que a repetição anestesie a nossa capacidade de reagir. Porque a indignação não é exagero, é um sinal de que ainda reconhecemos a gravidade do problema. Combater a violência contra mulheres também passa por manter viva essa consciência. Por não normalizar, não justificar e não silenciar. Eu sou Aline Teixeira e acredito que manter a indignação diante da violência é uma das formas mais importantes de não permitir que ela se torne invisível. Se você também acredita, me acompanhe nas redes sociais @alineteixeira.oficial.