A violência contra mulheres também acontece nas telas

19 de março de 2026

Durante muito tempo, quando falávamos em violência contra a mulher, a imagem que vinha à mente era a da agressão física. Mas a realidade mudou e hoje, uma parte significativa dessa violência acontece no ambiente digital.


A internet, que deveria ser um espaço de conexão, informação e liberdade, também se tornou um território de exposição, ataques e silenciamento de mulheres. Comentários agressivos, ameaças, perseguições virtuais, vazamento de imagens íntimas e campanhas de difamação fazem parte de uma dinâmica que atinge milhares de mulheres todos os dias.


E existe um recorte importante: essa violência não é aleatória. Mulheres são desproporcionalmente mais atacadas, especialmente quando ocupam espaços de visibilidade, opinião ou poder. Quanto mais uma mulher se posiciona, maior tende a ser a tentativa de deslegitimar sua fala por meio da violência.


O impacto disso vai muito além da tela. A violência digital gera medo, ansiedade, insegurança e, em muitos casos, leva ao afastamento de espaços profissionais e sociais. É uma forma de controle e silenciamento que limita a presença feminina, inclusive no debate público.


Outro ponto que precisa ser enfrentado é a naturalização desse comportamento. Quantas vezes comentários ofensivos são tratados como “opinião”? Quantas vezes a exposição indevida da intimidade de uma mulher é compartilhada como entretenimento? Esse tipo de postura não apenas perpetua a violência, como também protege quem a pratica.


Além disso, ainda existe uma dificuldade real de responsabilização. Muitas vítimas enfrentam obstáculos para denunciar, seja pela falta de informação, seja pela sensação de impunidade. Embora existam leis que tratam desse tipo de crime, a aplicação ainda é um desafio.


Falar sobre violência digital é entender que o ambiente online não está separado da vida real. O que acontece nas redes tem consequências concretas, profundas e duradouras.


Combater esse tipo de violência exige ação em diferentes frentes: educação digital, responsabilização dos agressores, atuação das plataformas e, principalmente, mudança cultural. Não é apenas sobre tecnologia, é sobre comportamento.



Porque garantir segurança para as mulheres também passa por garantir que elas possam existir, se expressar e ocupar espaços, inclusive digitais.


Eu sou Aline Teixeira e acredito que enfrentar a violência contra mulheres também significa reconhecer e combater as novas formas de agressão que tentam silenciar suas vozes todos os dias. Se você também acredita, me acompanhe nas redes sociais @alineteixeira.oficial.



24 de abril de 2026
A tecnologia avança em ritmo acelerado, mas nem sempre o uso que se faz dela acompanha responsabilidade e ética. Nos últimos meses, um tipo de violência tem se tornado cada vez mais comum e preocupante: o uso de inteligência artificial para criar imagens íntimas falsas de mulheres, divulgadas sem qualquer consentimento. Esse tipo de prática, muitas vezes chamado de “deepfake íntimo”, não é brincadeira, nem entretenimento. É violência. A partir de fotos públicas, criminosos utilizam ferramentas de inteligência artificial para manipular imagens e criar conteúdos de nudez ou cunho sexual, simulando situações que nunca existiram. O impacto disso é devastador. Mulheres têm suas imagens expostas, sua reputação atacada e sua segurança emocional profundamente afetada. No Brasil, a divulgação de conteúdo íntimo sem consentimento já é tipificada como crime. Mesmo quando a imagem é manipulada, o dano causado é real e pode ser enquadrado em crimes como difamação, violência psicológica e crimes contra a dignidade sexual. Mas para além da legislação, é importante entender o que está por trás desse tipo de prática: controle, exposição e tentativa de silenciamento. Mais uma vez, a tecnologia é usada como ferramenta de violência, especialmente contra mulheres que ocupam espaços, se posicionam ou simplesmente existem no ambiente digital. Outro ponto importante é a reação social. Muitas vezes, a vítima ainda é questionada, julgada ou responsabilizada, enquanto o agressor permanece no anonimato. Essa inversão precisa ser combatida. Se uma mulher for vítima desse tipo de crime, alguns caminhos são fundamentais: registrar boletim de ocorrência, preferencialmente em delegacias especializadas em crimes digitais ou contra a mulher; reunir provas, como prints, links e registros das publicações; solicitar a remoção do conteúdo nas plataformas digitais e buscar apoio jurídico e psicológico. Além disso, existem canais de denúncia e apoio que podem orientar e acolher essas vítimas, reforçando que elas não estão sozinhas. Falar sobre esse tema é urgente. Porque o ambiente digital não é separado da vida real, ele também precisa ser seguro. E enquanto novas tecnologias surgem, a responsabilidade de combater o uso delas para violentar pessoas precisa crescer na mesma proporção.  Eu sou Aline Teixeira e acredito que proteger mulheres também significa enfrentar as novas formas de violência que tentam silenciar suas vozes no ambiente digital. Se você também acredita, me acompanhe nas redes sociais @alineteixeira.oficial .
17 de abril de 2026
O chamado “pacto masculino” é um conceito que ajuda a explicar um comportamento social ainda muito presente: a tendência de homens protegerem, justificarem ou se omitirem diante de atitudes problemáticas de outros homens, especialmente quando essas atitudes envolvem mulheres. Não é um acordo explícito, mas um padrão cultural. Ele se manifesta em situações cotidianas, muitas vezes naturalizadas, como comentários machistas tratados como piada, atitudes desrespeitosas relativizadas ou até mesmo a ausência de reação diante de comportamentos abusivos. Na prática, o pacto masculino se sustenta na omissão. Isso significa que a violência contra a mulher não se mantém apenas por quem a pratica, mas também por um ambiente que, direta ou indiretamente, permite que ela aconteça. O silêncio, nesse contexto, deixa de ser neutralidade e passa a funcionar como validação. Esse padrão tem impactos profundos, pois dificulta que mulheres reconheçam situações de violência, enfraquece redes de apoio e contribui para a normalização de comportamentos que não deveriam ser aceitos em nenhuma circunstância. Por isso, enfrentar o pacto masculino não é apenas sobre condenar casos extremos mas é também sobre interromper padrões. Isso exige mudanças de comportamento, responsabilização e, principalmente, disposição para se posicionar, inclusive em situações cotidianas, onde o silêncio costuma parecer mais confortável. A violência contra a mulher não é um problema individual, é estrutural e estruturas não se mantêm sozinhas. Romper com isso não é simples, mas é necessário. Porque enquanto o desconforto de se posicionar for menor do que o impacto da violência, nada muda.  Eu sou Aline Teixeira e acredito que enfrentar a violência contra a mulher também passa por responsabilizar o silêncio, porque quando alguém se cala diante do erro, deixa de ser apenas espectador e passa a fazer parte do problema. Se você também acredita, me acompanhe nas redes sociais @alineteixeira.oficial.