Educar meninos também é proteger meninas

10 de março de 2026

Sempre que um caso de violência contra a mulher ganha repercussão, o debate público costuma seguir um caminho conhecido: como as mulheres podem se proteger? O que elas deveriam ter feito de diferente? Que cuidados precisam tomar?


Mas existe uma pergunta que precisa ser feita com mais frequência: como estamos educando os meninos?


Como já mencionei diversas vezes, o Brasil registra números alarmantes de violência contra mulheres. Casos de agressão, assédio e violência sexual continuam acontecendo em diferentes contextos e faixas etárias. Embora o combate a esses crimes passe por políticas públicas, justiça e acolhimento às vítimas, também é necessário olhar para a raiz do problema: a formação social e emocional dos homens.


A violência não nasce de forma repentina. Muitas vezes ela começa em pequenos comportamentos normalizados ao longo da vida: piadas machistas, desrespeito ao corpo feminino, controle em relacionamentos e a ideia equivocada de que o homem precisa demonstrar poder ou superioridade. Quando essas atitudes não são corrigidas, acabam sendo incorporadas como parte do comportamento masculino.


É dentro de casa que os primeiros valores são aprendidos. A família é o primeiro espaço onde meninos entendem o que é respeito, empatia e convivência. Pais e responsáveis exercem um papel fundamental nesse processo, não apenas pelo que dizem, mas principalmente pelo exemplo que dão.


Um menino que cresce em um ambiente onde há respeito às mulheres tende a reproduzir esse comportamento no futuro. Da mesma forma, quando presencia desvalorização, agressividade ou desigualdade dentro de casa, pode internalizar essas atitudes como algo normal.


Outro aspecto importante é a educação emocional. Durante muito tempo, meninos foram ensinados a reprimir sentimentos, ouvindo frases como “homem não chora” ou “homem precisa ser forte”. Esse tipo de educação emocional limitada dificulta que muitos homens aprendam a lidar com frustrações, rejeições e conflitos de maneira saudável.


Educar meninos para o respeito, para a empatia e para o entendimento do consentimento não é apenas uma questão familiar, é uma responsabilidade social. Se queremos uma sociedade mais segura para mulheres e meninas, precisamos começar pela forma como formamos os homens do futuro.


Eu sou Aline Teixeira e acredito que enfrentar a violência contra mulheres também passa pela educação dos meninos de hoje. Se você também acredita, me acompanhe nas redes sociais @alineteixeira.oficial.


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