O impacto das redes sociais na autoestima feminina

Redação • 20 de maio de 2026

Por Aline Teixeira
As redes sociais mudaram a forma como as mulheres se enxergam. Hoje, a comparação não acontece apenas entre pessoas próximas, ela é constante, diária e praticamente impossível de evitar. Em poucos minutos rolando uma tela, uma mulher pode ser exposta a dezenas de padrões diferentes de beleza, sucesso, corpo, produtividade, maternidade e relacionamento. E o problema é que, muitas vezes, tudo isso parece real.
Existe uma pressão silenciosa para estar sempre bonita, feliz, saudável, produtiva, viajando, treinando, trabalhando, se cuidando e vivendo uma vida interessante o tempo inteiro. A estética virou performance e a comparação passou a ser um hábito automático.
O impacto disso na autoestima feminina é cada vez mais evidente. Estudos já relacionam o uso excessivo das redes sociais ao aumento de ansiedade, insegurança, distorção de imagem e sensação de inadequação, especialmente entre mulheres jovens. Isso porque as redes criam uma percepção irreal de normalidade. O que aparece ali é recorte, filtro, edição e estratégia, mas o cérebro consome como verdade.
Além da pressão estética, existe também a pressão emocional. Muitas mulheres passaram a medir valor pessoal através de validação online: curtidas, comentários, visualizações e aprovação externa. A consequência disso é uma autoestima cada vez mais dependente do olhar do outro.
Outro ponto importante é que as redes sociais aceleraram comparações que antes eram naturais e pontuais. Hoje, uma mulher compara o próprio corpo com centenas de corpos por semana. Compara carreira, rotina, relacionamento, maternidade e aparência em uma velocidade que o emocional humano não foi preparado para acompanhar.
Isso não significa que as redes sociais sejam necessariamente ruins. Elas também informam, conectam, inspiram e criam comunidades importantes. O problema começa quando a comparação constante faz a mulher sentir que nunca é suficiente.
Talvez a maior reflexão seja entender que a vida real não acontece em feed organizado. Todo mundo tem inseguranças, dias ruins, frustrações e imperfeições, mesmo quem parece ter a vida perfeita online.
Eu sou Aline Teixeira e acredito que autoestima não pode depender de algoritmo. A mulher precisa se reconhecer no espelho da vida real, não apenas na versão editada que a internet aprendeu a mostrar. Se você também acredita, me acompanhe nas redes sociais @alineteixeira.oficial.

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Sessão solene realizada pela Câmara Municipal marcou o aniversário do município e reconheceu a atuação de Aline Teixeira em ações sociais e na preservação do patrimônio natural e cultural da cidade. Por Redação - Itaquera em Notícias Imagem: Acácia Gutierrez / Itaquera em Notícias 
14 de julho de 2026
A reportagem exibida pelo Fantástico neste fim de semana reacendeu um debate urgente sobre a violência contra a mulher. As denúncias contra o influenciador Cartolouco, feitas por ex-companheiras e atualmente investigadas pela Justiça, ganharam grande repercussão não apenas pela gravidade dos relatos, mas por evidenciarem um aspecto comum em muitos casos de violência doméstica: o ciclo da violência. O influenciador nega as acusações e afirma que apresentará sua defesa. Uma das perguntas que mais surgem quando casos como esse vêm à tona é: "Por que ela voltou?". A resposta é muito mais complexa do que parece. Relações abusivas dificilmente começam com agressões físicas. Elas costumam ser construídas aos poucos, entre demonstrações de carinho, pedidos de desculpas, promessas de mudança e episódios de violência. Esse movimento é conhecido por especialistas como ciclo da violência. Depois da agressão vem o arrependimento, seguido pela chamada "fase da lua de mel", quando o agressor promete que tudo será diferente. É justamente nesse momento que muitas mulheres acreditam que o relacionamento pode ser reconstruído. Não é ingenuidade. É uma combinação de manipulação emocional, esperança, medo, dependência financeira, baixa autoestima e isolamento. Julgar quem permanece em uma relação abusiva é ignorar toda a complexidade que existe por trás dessa decisão. O caso também trouxe à tona uma discussão importante sobre os desafios da rede de proteção. Uma das ex-companheiras relatou que deixou de contar com medida protetiva após o arquivamento do procedimento relacionado ao seu caso. Independentemente das razões jurídicas de cada processo, essa situação levanta uma reflexão necessária: muitas mulheres ainda se sentem desprotegidas quando o sistema deixa de oferecer mecanismos de proteção enquanto o medo permanece presente. A Lei Maria da Penha representa um dos maiores avanços na defesa das mulheres no Brasil, mas sua efetividade depende de uma aplicação rápida, integrada e capaz de acompanhar a realidade das vítimas, especialmente quando há risco de reiteração da violência. Outro ponto importante revelado pela reportagem foi a atitude das ex-companheiras de compartilharem suas experiências. Quando as mulheres percebem que viveram situações semelhantes, elas deixam de acreditar que estavam sozinhas ou que "era coisa da própria cabeça". Esse movimento fortalece vítimas, rompe o isolamento e incentiva outras mulheres a reconhecerem sinais de violência e buscarem ajuda. Mais do que expor um caso, elas mostraram como a união entre mulheres pode encorajar outras vítimas a romperem o silêncio.  Eu sou Aline Teixeira e acredito que enfrentar a violência contra a mulher começa quando deixamos de perguntar por que ela voltou e passamos a perguntar por que tantas mulheres ainda encontram barreiras para sair de uma relação abusiva, inclusive na justiça. Se você também acredita, me acompanhe nas redes sociais @alineteixeira.oficial.