Quando a violência vira rotina, o perigo é deixar de se indignar

9 de abril de 2026

Todos os dias, novos casos de violência contra mulheres ocupam manchetes, redes sociais

e conversas.


A frequência é tão alta que, aos poucos, algo ainda mais preocupante começa a acontecer: a sociedade se acostuma.


O que deveria gerar choque passa a ser tratado como mais um caso. Mais um número. Mais uma

história que se perde entre tantas outras. E é justamente aí que mora um dos maiores perigos: a banalização da violência.


Quando a repetição se torna rotina, o impacto diminui. A indignação enfraquece. E, com isso, a

urgência de mudança também perde força.


A violência contra mulheres não é um evento isolado. Ela é estrutural. Está presente em diferentes formas: física, psicológica, sexual, patrimonial e, cada vez mais, também no ambiente digital. E, mesmo diante dessa complexidade, ainda vemos tentativas de minimizar, justificar ou relativizar essas situações.


Frases como “isso sempre aconteceu”, “é problema do casal” ou “não sabemos o que realmente

aconteceu” ajudam a criar uma narrativa perigosa: a de que a violência pode ser relativizada. E quando a violência é relativizada, ela é, de certa forma, permitida.


Outro ponto que contribui para essa banalização é o excesso de exposição sem aprofundamento. Consumimos notícias rápidas, vídeos curtos, recortes de histórias, mas raramente paramos

para refletir sobre o que está por trás de cada caso.


Por trás de cada número existe uma mulher. Uma história interrompida. Uma rede afetada. Um

ciclo que poderia ter sido evitado.


Não podemos permitir que a repetição anestesie a nossa capacidade de reagir. Porque a indignação não é exagero, é um sinal de que ainda reconhecemos a gravidade do problema.


Combater a violência contra mulheres também passa por manter viva essa consciência. Por

não normalizar, não justificar e não silenciar.


Eu sou Aline Teixeira e acredito que manter a indignação diante da violência é uma das formas mais importantes de não permitir que ela se torne invisível.


Se você também acredita, me acompanhe nas redes sociais @alineteixeira.oficial.



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