Quando a violência vira rotina, o perigo é deixar de se indignar

9 de abril de 2026

Todos os dias, novos casos de violência contra mulheres ocupam manchetes, redes sociais

e conversas.


A frequência é tão alta que, aos poucos, algo ainda mais preocupante começa a acontecer: a sociedade se acostuma.


O que deveria gerar choque passa a ser tratado como mais um caso. Mais um número. Mais uma

história que se perde entre tantas outras. E é justamente aí que mora um dos maiores perigos: a banalização da violência.


Quando a repetição se torna rotina, o impacto diminui. A indignação enfraquece. E, com isso, a

urgência de mudança também perde força.


A violência contra mulheres não é um evento isolado. Ela é estrutural. Está presente em diferentes formas: física, psicológica, sexual, patrimonial e, cada vez mais, também no ambiente digital. E, mesmo diante dessa complexidade, ainda vemos tentativas de minimizar, justificar ou relativizar essas situações.


Frases como “isso sempre aconteceu”, “é problema do casal” ou “não sabemos o que realmente

aconteceu” ajudam a criar uma narrativa perigosa: a de que a violência pode ser relativizada. E quando a violência é relativizada, ela é, de certa forma, permitida.


Outro ponto que contribui para essa banalização é o excesso de exposição sem aprofundamento. Consumimos notícias rápidas, vídeos curtos, recortes de histórias, mas raramente paramos

para refletir sobre o que está por trás de cada caso.


Por trás de cada número existe uma mulher. Uma história interrompida. Uma rede afetada. Um

ciclo que poderia ter sido evitado.


Não podemos permitir que a repetição anestesie a nossa capacidade de reagir. Porque a indignação não é exagero, é um sinal de que ainda reconhecemos a gravidade do problema.


Combater a violência contra mulheres também passa por manter viva essa consciência. Por

não normalizar, não justificar e não silenciar.


Eu sou Aline Teixeira e acredito que manter a indignação diante da violência é uma das formas mais importantes de não permitir que ela se torne invisível.


Se você também acredita, me acompanhe nas redes sociais @alineteixeira.oficial.



13 de agosto de 2026
Sessão solene realizada pela Câmara Municipal marcou o aniversário do município e reconheceu a atuação de Aline Teixeira em ações sociais e na preservação do patrimônio natural e cultural da cidade. Por Redação - Itaquera em Notícias Imagem: Acácia Gutierrez / Itaquera em Notícias 
14 de julho de 2026
A reportagem exibida pelo Fantástico neste fim de semana reacendeu um debate urgente sobre a violência contra a mulher. As denúncias contra o influenciador Cartolouco, feitas por ex-companheiras e atualmente investigadas pela Justiça, ganharam grande repercussão não apenas pela gravidade dos relatos, mas por evidenciarem um aspecto comum em muitos casos de violência doméstica: o ciclo da violência. O influenciador nega as acusações e afirma que apresentará sua defesa. Uma das perguntas que mais surgem quando casos como esse vêm à tona é: "Por que ela voltou?". A resposta é muito mais complexa do que parece. Relações abusivas dificilmente começam com agressões físicas. Elas costumam ser construídas aos poucos, entre demonstrações de carinho, pedidos de desculpas, promessas de mudança e episódios de violência. Esse movimento é conhecido por especialistas como ciclo da violência. Depois da agressão vem o arrependimento, seguido pela chamada "fase da lua de mel", quando o agressor promete que tudo será diferente. É justamente nesse momento que muitas mulheres acreditam que o relacionamento pode ser reconstruído. Não é ingenuidade. É uma combinação de manipulação emocional, esperança, medo, dependência financeira, baixa autoestima e isolamento. Julgar quem permanece em uma relação abusiva é ignorar toda a complexidade que existe por trás dessa decisão. O caso também trouxe à tona uma discussão importante sobre os desafios da rede de proteção. Uma das ex-companheiras relatou que deixou de contar com medida protetiva após o arquivamento do procedimento relacionado ao seu caso. Independentemente das razões jurídicas de cada processo, essa situação levanta uma reflexão necessária: muitas mulheres ainda se sentem desprotegidas quando o sistema deixa de oferecer mecanismos de proteção enquanto o medo permanece presente. A Lei Maria da Penha representa um dos maiores avanços na defesa das mulheres no Brasil, mas sua efetividade depende de uma aplicação rápida, integrada e capaz de acompanhar a realidade das vítimas, especialmente quando há risco de reiteração da violência. Outro ponto importante revelado pela reportagem foi a atitude das ex-companheiras de compartilharem suas experiências. Quando as mulheres percebem que viveram situações semelhantes, elas deixam de acreditar que estavam sozinhas ou que "era coisa da própria cabeça". Esse movimento fortalece vítimas, rompe o isolamento e incentiva outras mulheres a reconhecerem sinais de violência e buscarem ajuda. Mais do que expor um caso, elas mostraram como a união entre mulheres pode encorajar outras vítimas a romperem o silêncio.  Eu sou Aline Teixeira e acredito que enfrentar a violência contra a mulher começa quando deixamos de perguntar por que ela voltou e passamos a perguntar por que tantas mulheres ainda encontram barreiras para sair de uma relação abusiva, inclusive na justiça. Se você também acredita, me acompanhe nas redes sociais @alineteixeira.oficial.