Quando dar conta de tudo custa a própria saúde mental

10 de abril de 2026

A rotina de muitas mulheres é marcada por uma sobrecarga que, por muito tempo, foi naturalizada. Trabalhar, cuidar da casa, dos filhos, da família, das demandas emocionais de todos ao redor, e ainda assim manter produtividade, equilíbrio e presença constante.


Mas a pergunta que precisa ser feita é: a que custo?

A chamada dupla ou tripla jornada não é apenas uma questão de organização do tempo. É uma questão de saúde mental. Mulheres acumulam funções visíveis e invisíveis, carregando não apenas tarefas, mas também a responsabilidade emocional de sustentar relações, resolver conflitos e manter tudo funcionando.


Esse acúmulo constante gera um desgaste silencioso. Ansiedade, exaustão emocional, sensação de insuficiência e culpa passam a fazer parte da rotina. Mesmo quando fazem muito, muitas mulheres sentem que nunca é o suficiente.

E isso não acontece por acaso. Existe uma construção social que ensina mulheres a cuidar do outro antes de si, a não reclamar, a dar conta, a se adaptar. O problema é que, ao longo do tempo, esse padrão cobra um preço alto.


A saúde mental começa a dar sinais, que muitas vezes são ignorados. O cansaço deixa de ser apenas físico e passa a ser emocional. O descanso já não é suficiente. A mente não desacelera. E, ainda assim, muitas seguem. Porque parar parece impossível. Porque pedir ajuda ainda é visto como fraqueza. Porque existe uma cobrança interna e externa para continuar.


Falar sobre saúde mental feminina é, também, falar sobre limites. Sobre dividir responsabilidades. Sobre reconhecer que ninguém sustenta múltiplas jornadas sem impacto.

Cuidar da mente não é luxo, é uma necessidade. E talvez o primeiro passo seja justamente reconhecer que não é normal viver constantemente sobrecarregada. Que não é preciso dar conta de tudo. Que sentir cansaço, frustração ou esgotamento não é sinal de fraqueza, é sinal de que algo precisa mudar.


Foi com esse olhar que escrevi “Uma Conversa com as Emoções", um convite para que as pessoas possam se escutar, compreender seus sentimentos e construir uma relação mais saudável consigo mesmas, mesmo em meio às exigências do dia a dia.



Eu sou Aline Teixeira e acredito que nenhuma mulher deveria precisar adoecer para provar que consegue dar conta de tudo. Se você também acredita, me acompanhe nas redes sociais @alineteixeira.oficial.

13 de agosto de 2026
Sessão solene realizada pela Câmara Municipal marcou o aniversário do município e reconheceu a atuação de Aline Teixeira em ações sociais e na preservação do patrimônio natural e cultural da cidade. Por Redação - Itaquera em Notícias Imagem: Acácia Gutierrez / Itaquera em Notícias 
14 de julho de 2026
A reportagem exibida pelo Fantástico neste fim de semana reacendeu um debate urgente sobre a violência contra a mulher. As denúncias contra o influenciador Cartolouco, feitas por ex-companheiras e atualmente investigadas pela Justiça, ganharam grande repercussão não apenas pela gravidade dos relatos, mas por evidenciarem um aspecto comum em muitos casos de violência doméstica: o ciclo da violência. O influenciador nega as acusações e afirma que apresentará sua defesa. Uma das perguntas que mais surgem quando casos como esse vêm à tona é: "Por que ela voltou?". A resposta é muito mais complexa do que parece. Relações abusivas dificilmente começam com agressões físicas. Elas costumam ser construídas aos poucos, entre demonstrações de carinho, pedidos de desculpas, promessas de mudança e episódios de violência. Esse movimento é conhecido por especialistas como ciclo da violência. Depois da agressão vem o arrependimento, seguido pela chamada "fase da lua de mel", quando o agressor promete que tudo será diferente. É justamente nesse momento que muitas mulheres acreditam que o relacionamento pode ser reconstruído. Não é ingenuidade. É uma combinação de manipulação emocional, esperança, medo, dependência financeira, baixa autoestima e isolamento. Julgar quem permanece em uma relação abusiva é ignorar toda a complexidade que existe por trás dessa decisão. O caso também trouxe à tona uma discussão importante sobre os desafios da rede de proteção. Uma das ex-companheiras relatou que deixou de contar com medida protetiva após o arquivamento do procedimento relacionado ao seu caso. Independentemente das razões jurídicas de cada processo, essa situação levanta uma reflexão necessária: muitas mulheres ainda se sentem desprotegidas quando o sistema deixa de oferecer mecanismos de proteção enquanto o medo permanece presente. A Lei Maria da Penha representa um dos maiores avanços na defesa das mulheres no Brasil, mas sua efetividade depende de uma aplicação rápida, integrada e capaz de acompanhar a realidade das vítimas, especialmente quando há risco de reiteração da violência. Outro ponto importante revelado pela reportagem foi a atitude das ex-companheiras de compartilharem suas experiências. Quando as mulheres percebem que viveram situações semelhantes, elas deixam de acreditar que estavam sozinhas ou que "era coisa da própria cabeça". Esse movimento fortalece vítimas, rompe o isolamento e incentiva outras mulheres a reconhecerem sinais de violência e buscarem ajuda. Mais do que expor um caso, elas mostraram como a união entre mulheres pode encorajar outras vítimas a romperem o silêncio.  Eu sou Aline Teixeira e acredito que enfrentar a violência contra a mulher começa quando deixamos de perguntar por que ela voltou e passamos a perguntar por que tantas mulheres ainda encontram barreiras para sair de uma relação abusiva, inclusive na justiça. Se você também acredita, me acompanhe nas redes sociais @alineteixeira.oficial.