Burnout: quando o cansaço vira adoecimento

19 de setembro de 2025

Nos últimos anos, o termo burnout deixou de ser um jargão restrito ao mundo corporativo para se tornar parte do vocabulário de milhões de pessoas.

Não à toa: a síndrome do esgotamento profissional foi reconhecida pela Organização Mundial da Saúde como um problema de saúde relacionado ao trabalho. E, cada vez mais, vemos histórias de pessoas que adoecem não apenas pelo excesso de tarefas, mas por ambientes tóxicos, cobranças desumanas e falta de reconhecimento.


No Brasil, pesquisas apontam que somos um dos países com maior incidência de burnout no mundo. Entre as mulheres, o impacto é ainda mais severo. Além das exigências profissionais, recaem sobre elas a sobrecarga doméstica e o cuidado com a família, formando uma combinação explosiva para a saúde mental. O resultado é um cansaço que não se resolve com uma boa noite de sono, mas que corrói a autoestima, a produtividade e, sobretudo, a qualidade de vida.


Falar sobre burnout é também falar sobre direitos trabalhistas e dignidade humana. Precisamos questionar a lógica de que vale tudo em nome da produtividade. É urgente a necessidade de construir ambientes de trabalho mais saudáveis, que respeitem limites e enxerguem pessoas antes de números. E é justamente sobre isso que trago reflexões no meu próximo livro, que nasce da minha própria vivência e da certeza de que não podemos mais normalizar o adoecimento coletivo.


O burnout não é fraqueza individual, mas um sintoma de uma cultura que glorifica a exaustão. Romper com esse ciclo significa assumir que cuidar de si não é luxo, é resistência. E que a vida precisa valer mais do que a próxima meta a ser batida.


Aline Teixeira

Por Redação 22 de junho de 2026
Por Aline Teixeira Muitos homens saem de casa sem pensar duas vezes no caminho que vão fazer, no horário em que vão voltar ou em quem estará ao seu redor durante o trajeto. Para muitas mulheres, porém, a realidade é diferente. Antes mesmo de sair, existe um cálculo silencioso. Qual caminho é mais seguro? O…
16 de junho de 2026
Nos últimos dias, o esporte voltou a mostrar uma realidade que vai muito além dos resultados dentro das quadras e dos campos. Enquanto as atenções do público, da imprensa e dos patrocinadores já começam a se voltar para a Copa do Mundo masculina, as seleções femininas brasileiras seguem conquistando resultados expressivos com uma visibilidade muito menor. Na última semana, tanto a Seleção Brasileira Feminina de Futebol quanto a Seleção Feminina de Vôlei conquistaram importantes vitórias, reafirmando o alto nível técnico das atletas brasileiras. Ainda assim, a repercussão ficou distante daquela destinada às competições masculinas, mesmo quando os resultados esportivos das mulheres são igualmente relevantes. A diferença não está apenas na cobertura da mídia. Ela também aparece nos investimentos, nos contratos de patrocínio, na audiência estimulada pelas transmissões e no espaço dedicado às atletas nos debates esportivos. Durante décadas, o esporte feminino precisou lutar não apenas por títulos, mas pelo direito de existir, competir e ser reconhecido. Nos últimos anos, houve avanços importantes. O futebol feminino conquistou mais espaço, o vôlei feminino se consolidou como uma potência internacional e diversas atletas brasileiras se tornaram referências mundiais. Mas ainda existe uma desigualdade evidente quando o assunto é atenção pública.  Não se trata de criar uma disputa entre homens e mulheres. Trata-se de reconhecer que o desempenho esportivo merece valorização independentemente do gênero. Quando uma atleta veste a camisa do Brasil e conquista resultados expressivos, ela também representa o país, inspira meninas e ajuda a construir o futuro do esporte. Eu sou Aline Teixeira e acredito que apoiar o esporte feminino não é apenas uma questão de igualdade, é reconhecer o talento, a dedicação e as conquistas de mulheres que há muito tempo já provaram que merecem estar no centro da torcida brasileira. Se você também acredita, me acompanhe nas redes sociais @alineteixeira.oficial.