Quem cuida também precisa de cuidado

7 de janeiro de 2026

Nos últimos anos, muito se falou sobre saúde mental e isso é um avanço.

Mas, quando olhamos de perto, ainda são poucos os espaços que acolhem quem passa o dia inteiro cuidando dos outros.

Médicos, enfermeiros, professores, assistentes sociais, cuidadores de idosos, mães solo, voluntários… Pessoas que fazem da escuta, do acolhimento e da dedicação a sua rotina. Gente que sustenta o mundo enquanto o mundo esquece de sustentá-los.


A verdade é que quem cuida também adoece.

E, quase sempre, adoece em silêncio.


É o esgotamento que vai se acumulando, o cansaço que não passa, a dor de cabeça que vira insônia, a irritação que vira culpa. Muitos desses profissionais seguem em frente porque “não dá pra parar”.

Mas o preço desse “dar conta de tudo” é alto demais.


O cuidado é, antes de tudo, um ato de humanidade. Mas quando ele não é recíproco, vira uma forma lenta de desgaste.

O corpo e a mente não aguentam viver permanentemente no modo emergência.

É o que chamamos hoje de fadiga da compaixão, um fenômeno que atinge cada vez mais quem trabalha ajudando os outros.


E aqui entra a importância das políticas públicas. Quando o Estado oferece suporte psicológico, estrutura, pausas, reconhecimento e salários dignos, não está apenas ajudando o profissional, está garantindo que o cuidado siga vivo, humano e possível.


Nos hospitais, nas escolas e nos lares, há uma exaustão coletiva que precisa ser nomeada.

Precisamos romper o silêncio e falar sobre a dor de quem sustenta os outros.

Precisamos entender que o cuidado não pode continuar sendo sinônimo de sacrifício.


Cuidar de quem cuida é garantir que o cuidado continue existindo.

É entender que empatia também se pratica de dentro pra fora. Que ninguém é fonte inesgotável. Que toda dedicação precisa de retorno, de pausa, de amparo.



Sou Aline Teixeira, e acredito que cuidar de quem cuida é o primeiro passo para reconstruir uma sociedade mais saudável. Se você também acredita, me acompanhe nas redes sociais @alineteixeira.oficial.


8 de janeiro de 2026
Quando um novo caso de feminicídio explodiu nas manchetes no início deste mês, não foi surpresa, foi sinal de alerta. Nas últimas semanas, casos brutais e recentes no Brasil chocaram pela violência e pela repetição brutal de padrões que deveriam ser identificados e interrompidos muito antes de chegar ao crime letal. Mulheres foram mortas por ex-companheiros ou parceiros, outras ficaram gravemente feridas por agressões em plena rua, e a sociedade saiu às ruas em resposta a essa escalada — sinalizando que algo está profundamente errado no país. Casos como os de Rosilene Barbosa e Tatiana Correia dos Santos, mortas por seus ex-maridos em Goiás e em São Paulo, repercutiram no Congresso Nacional e reacenderam o debate sobre a urgência de enfrentarmos a violência de gênero com seriedade. Em várias cidades, milhares de mulheres ocuparam as ruas sob o grito “Parem de nos matar”, denunciando a omissão estatal e exigindo proteção e políticas públicas efetivas para barrar essa escalada. A violência letal contra as mulheres não é um evento isolado ou imprevisível. Segundo dados oficiais recentes, o Brasil registrou cerca de quatro feminicídios por dia em 2024, totalizando quase 1.500 mulheres assassinadas por razões de gênero, a maioria dentro de casa e cometida por parceiros ou ex-parceiros. Em 2025, a situação permaneceu gravíssima, com casos chocantes em São Paulo e outros estados que já bateram recordes históricos mesmo antes de dezembro terminar. É crucial dizer com todas as letras: feminicídio não começa no dia do crime. Ele começa muito antes, nos sinais que são silenciados ou minimizados — na violência psicológica, no controle, no ciúme, no isolamento e no medo que a mulher carrega por meses e até por anos. O silêncio da sociedade e a naturalização desses sinais apenas alimentam um ciclo que muitas vezes termina em tragédia. O que temos visto, mais do que casos isolados, é um padrão. A maioria das vítimas já havia convivido com violência antes de ser morta. E muitas vezes havia tentado denunciar, pedir ajuda ou se afastar, mas encontrou barreiras institucionais, falta de acolhimento, demora no atendimento ou simplesmente a ausência de proteção real. Combater o feminicídio exige mais do que palavras de pesar depois dos crimes. Exige políticas públicas contínuas e integradas: serviços de acolhimento 24h, medidas protetivas que funcionem de verdade, redes de apoio às mulheres em risco, programas de educação e prevenção desde a infância e, acima de tudo, uma mudança cultural que ponha fim ao silêncio e à normalização da violência.  Eu sou Aline Teixeira e acredito que é hora de transformar indignação em ação, antes que mais vidas sejam perdidas. Se você também acredita, me acompanhe nas redes sociais @alineteixeira.oficial.
17 de dezembro de 2025
O futuro de um país não começa no Palácio do Planalto. Começa nas creches. Nos primeiros anos de vida, quando uma criança aprende a andar, a falar, a confiar. É ali, no colo e no cuidado, que se formam as bases emocionais, cognitivas e sociais que acompanharão cada pessoa pelo resto da vida. Mas no Brasil, o acesso à educação infantil ainda é um privilégio. Em muitas cidades, mães esperam meses (às vezes anos) por uma vaga. E, enquanto isso, precisam escolher entre trabalhar ou cuidar dos filhos. É uma escolha cruel. A creche não é apenas um espaço para “deixar a criança” enquanto os pais trabalham. É um espaço de formação, de acolhimento, de desenvolvimento humano. Quando uma criança tem acesso a uma educação de qualidade desde cedo, ela cresce com mais autonomia, mais empatia e mais chance de romper o ciclo da pobreza. Garantir vagas em creches públicas é, portanto, uma decisão econômica e social, não apenas educacional. Cada vaga aberta é uma mulher que volta ao mercado de trabalho, é uma família com mais estabilidade financeira, é uma criança com mais oportunidade de aprender e crescer. Se quisermos um país mais justo, precisamos começar pelas crianças. É nas políticas para a primeira infância que se constrói o verdadeiro futuro, aquele que não depende de slogans, mas de ações concretas: creches acessíveis, professores valorizados, alimentação adequada e acompanhamento psicológico. O desenvolvimento de uma sociedade começa no colo. É ali que nascem a segurança, a confiança e a esperança. Sou Aline Teixeira, e acredito que cuidar das crianças é cuidar do país.  Se você também acredita, me acompanhe nas redes sociais @alineteixeira.oficial.