O peso invisível do cansaço emocional

24 de outubro de 2025

Vivemos um tempo em que o cansaço se tornou parte da paisagem. Todo mundo parece cansado: do trabalho, das notícias, das cobranças, de tentar dar conta de tudo. Mas há uma diferença importante entre estar cansado e estar esgotado. O cansaço passa com descanso; o esgotamento não. Ele vai se acumulando, devagar, até se transformar em um peso invisível, difícil de nomear, mas impossível de ignorar. 


Chamamos isso de cansaço emocional, e ele tem atingido cada vez mais pessoas, especialmente mulheres. Somos criadas para dar conta: do trabalho, da casa, da família, dos filhos, da estética, das metas. É uma rotina de exigências constantes que não permite pausa, e que transforma o autocuidado em luxo. Só que o corpo e a mente cobram a conta.


O cansaço emocional não aparece de um dia para o outro. Ele chega aos poucos: quando o sono já não descansa, quando o domingo já não traz alívio, quando o sorriso se torna mecânico. Ele se instala quando a vida vira uma sequência de obrigações, sem espaço para o prazer e para a leveza.


Precisamos lembrar que esgotamento não é fraqueza, é um pedido de socorro. É o corpo dizendo: “assim não dá mais”. E é nesse momento que precisamos ter coragem de parar, de pedir ajuda, de reorganizar as prioridades.


Cuidar da mente e das emoções é um ato de amor. Não um amor romântico, mas um amor por si mesmo, aquele que entende que o descanso também é sagrado. A pausa não é perda de tempo, é o que nos devolve o sentido.


Aprender a respeitar os próprios limites é um dos gestos mais bonitos de maturidade. Porque quem se escuta, se preserva. E quem se preserva, consegue continuar.


Sou Aline Teixeira, e acredito que reconhecer o próprio limite não é sinal de fraqueza, é o primeiro passo para viver de forma mais verdadeira e inteira. Se você também acredita, me acompanhe nas redes sociais @alineteixeira.oficial. 

13 de agosto de 2026
Sessão solene realizada pela Câmara Municipal marcou o aniversário do município e reconheceu a atuação de Aline Teixeira em ações sociais e na preservação do patrimônio natural e cultural da cidade. Por Redação - Itaquera em Notícias Imagem: Acácia Gutierrez / Itaquera em Notícias 
14 de julho de 2026
A reportagem exibida pelo Fantástico neste fim de semana reacendeu um debate urgente sobre a violência contra a mulher. As denúncias contra o influenciador Cartolouco, feitas por ex-companheiras e atualmente investigadas pela Justiça, ganharam grande repercussão não apenas pela gravidade dos relatos, mas por evidenciarem um aspecto comum em muitos casos de violência doméstica: o ciclo da violência. O influenciador nega as acusações e afirma que apresentará sua defesa. Uma das perguntas que mais surgem quando casos como esse vêm à tona é: "Por que ela voltou?". A resposta é muito mais complexa do que parece. Relações abusivas dificilmente começam com agressões físicas. Elas costumam ser construídas aos poucos, entre demonstrações de carinho, pedidos de desculpas, promessas de mudança e episódios de violência. Esse movimento é conhecido por especialistas como ciclo da violência. Depois da agressão vem o arrependimento, seguido pela chamada "fase da lua de mel", quando o agressor promete que tudo será diferente. É justamente nesse momento que muitas mulheres acreditam que o relacionamento pode ser reconstruído. Não é ingenuidade. É uma combinação de manipulação emocional, esperança, medo, dependência financeira, baixa autoestima e isolamento. Julgar quem permanece em uma relação abusiva é ignorar toda a complexidade que existe por trás dessa decisão. O caso também trouxe à tona uma discussão importante sobre os desafios da rede de proteção. Uma das ex-companheiras relatou que deixou de contar com medida protetiva após o arquivamento do procedimento relacionado ao seu caso. Independentemente das razões jurídicas de cada processo, essa situação levanta uma reflexão necessária: muitas mulheres ainda se sentem desprotegidas quando o sistema deixa de oferecer mecanismos de proteção enquanto o medo permanece presente. A Lei Maria da Penha representa um dos maiores avanços na defesa das mulheres no Brasil, mas sua efetividade depende de uma aplicação rápida, integrada e capaz de acompanhar a realidade das vítimas, especialmente quando há risco de reiteração da violência. Outro ponto importante revelado pela reportagem foi a atitude das ex-companheiras de compartilharem suas experiências. Quando as mulheres percebem que viveram situações semelhantes, elas deixam de acreditar que estavam sozinhas ou que "era coisa da própria cabeça". Esse movimento fortalece vítimas, rompe o isolamento e incentiva outras mulheres a reconhecerem sinais de violência e buscarem ajuda. Mais do que expor um caso, elas mostraram como a união entre mulheres pode encorajar outras vítimas a romperem o silêncio.  Eu sou Aline Teixeira e acredito que enfrentar a violência contra a mulher começa quando deixamos de perguntar por que ela voltou e passamos a perguntar por que tantas mulheres ainda encontram barreiras para sair de uma relação abusiva, inclusive na justiça. Se você também acredita, me acompanhe nas redes sociais @alineteixeira.oficial.