Por que Ainda Não Estamos Seguras?

26 de setembro de 2025

Crescemos ouvindo que deveríamos evitar ruas escuras, roupas curtas, conversas com estranhos. E mesmo assim, não estamos seguras. O medo nos acompanha no ponto de ônibus, no estacionamento do mercado, dentro de casa, no transporte público, nas festas, no trabalho. Ele é uma presença constante, e não uma exceção.

De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em 2024, uma mulher foi vítima de feminicídio a cada 6 horas no Brasil. A maioria dessas mortes aconteceu dentro de casa, e muitas dessas mulheres já haviam denunciado seus agressores. O sistema as ouviu — mas não agiu.


Não estamos falando apenas de estatísticas. Estamos falando de vidas interrompidas, de mães, filhas, amigas. Estamos falando de nós.


E mais: segurança não é só sobreviver. É viver sem medo. É poder andar na rua à noite sem apertar as chaves entre os dedos. É sair para correr sem monitorar o caminho. É não ter que se justificar por estar sozinha, ou por querer ir embora. É ter uma delegacia especializada que funcione. É ter políticas públicas permanentes e não ações pontuais. É ter mulheres fazendo leis, julgando casos, ocupando o poder.


A nossa segurança passa por representatividade, por investimento, por educação. E, acima de tudo, por vontade política. Ainda não estamos seguras porque essa vontade, muitas vezes, nos ignora.



Mas seguimos. Ocupamos as ruas, as assembleias, os coletivos. Denunciamos, organizamos, resistimos. Porque enquanto não estivermos todas seguras, nenhuma de nós estará.


E é por isso que seguimos lutando. Por nós e pelas que virão.



Aline Teixeira

Por Redação 22 de junho de 2026
Por Aline Teixeira Muitos homens saem de casa sem pensar duas vezes no caminho que vão fazer, no horário em que vão voltar ou em quem estará ao seu redor durante o trajeto. Para muitas mulheres, porém, a realidade é diferente. Antes mesmo de sair, existe um cálculo silencioso. Qual caminho é mais seguro? O…
16 de junho de 2026
Nos últimos dias, o esporte voltou a mostrar uma realidade que vai muito além dos resultados dentro das quadras e dos campos. Enquanto as atenções do público, da imprensa e dos patrocinadores já começam a se voltar para a Copa do Mundo masculina, as seleções femininas brasileiras seguem conquistando resultados expressivos com uma visibilidade muito menor. Na última semana, tanto a Seleção Brasileira Feminina de Futebol quanto a Seleção Feminina de Vôlei conquistaram importantes vitórias, reafirmando o alto nível técnico das atletas brasileiras. Ainda assim, a repercussão ficou distante daquela destinada às competições masculinas, mesmo quando os resultados esportivos das mulheres são igualmente relevantes. A diferença não está apenas na cobertura da mídia. Ela também aparece nos investimentos, nos contratos de patrocínio, na audiência estimulada pelas transmissões e no espaço dedicado às atletas nos debates esportivos. Durante décadas, o esporte feminino precisou lutar não apenas por títulos, mas pelo direito de existir, competir e ser reconhecido. Nos últimos anos, houve avanços importantes. O futebol feminino conquistou mais espaço, o vôlei feminino se consolidou como uma potência internacional e diversas atletas brasileiras se tornaram referências mundiais. Mas ainda existe uma desigualdade evidente quando o assunto é atenção pública.  Não se trata de criar uma disputa entre homens e mulheres. Trata-se de reconhecer que o desempenho esportivo merece valorização independentemente do gênero. Quando uma atleta veste a camisa do Brasil e conquista resultados expressivos, ela também representa o país, inspira meninas e ajuda a construir o futuro do esporte. Eu sou Aline Teixeira e acredito que apoiar o esporte feminino não é apenas uma questão de igualdade, é reconhecer o talento, a dedicação e as conquistas de mulheres que há muito tempo já provaram que merecem estar no centro da torcida brasileira. Se você também acredita, me acompanhe nas redes sociais @alineteixeira.oficial.