Segurança da mulher no transporte público

24 de setembro de 2025

Para muitas mulheres, o simples ato de se deslocar pela cidade é acompanhado por medo, vigilância constante e estratégias de autoproteção. O transporte público, que deveria ser um espaço democrático e seguro, ainda é palco de assédio, violência e desrespeito. Quantas vezes já ouvimos relatos de mulheres que trocam de roupa antes de sair de casa, escolhem rotas mais longas ou evitam determinados horários para tentar se proteger?


Uma pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública revelou que 46% das brasileiras já sofreram algum tipo de assédio em ônibus, metrôs ou trens. São números alarmantes, mas que não dão conta de toda a dimensão desse problema: porque, além do trauma imediato, fica também o impacto na saúde mental, no direito de ir e vir e no sentimento de cidadania. Quando a mobilidade é limitada pelo medo, não estamos diante de um detalhe, mas de uma grave questão de desigualdade.


Garantir segurança para as mulheres no transporte público exige políticas concretas: campanhas permanentes de conscientização, treinamento de funcionários para acolher denúncias, ampliação de canais de registro e, sobretudo, punição efetiva para agressores. Também é necessário pensar no desenho das cidades, iluminação, câmeras e presença policial que de fato priorize a proteção das pessoas mais vulneráveis.



Não podemos aceitar que metade da população tenha sua liberdade cerceada por medo de viver violência em trajetos cotidianos. A cidade só será justa quando todas as mulheres puderem entrar em um ônibus, metrô ou trem sem carregar a sensação de que estão em permanente estado de alerta. Segurança no transporte público é, antes de tudo, um direito fundamental.



Aline Teixeira

Por Redação 22 de junho de 2026
Por Aline Teixeira Muitos homens saem de casa sem pensar duas vezes no caminho que vão fazer, no horário em que vão voltar ou em quem estará ao seu redor durante o trajeto. Para muitas mulheres, porém, a realidade é diferente. Antes mesmo de sair, existe um cálculo silencioso. Qual caminho é mais seguro? O…
16 de junho de 2026
Nos últimos dias, o esporte voltou a mostrar uma realidade que vai muito além dos resultados dentro das quadras e dos campos. Enquanto as atenções do público, da imprensa e dos patrocinadores já começam a se voltar para a Copa do Mundo masculina, as seleções femininas brasileiras seguem conquistando resultados expressivos com uma visibilidade muito menor. Na última semana, tanto a Seleção Brasileira Feminina de Futebol quanto a Seleção Feminina de Vôlei conquistaram importantes vitórias, reafirmando o alto nível técnico das atletas brasileiras. Ainda assim, a repercussão ficou distante daquela destinada às competições masculinas, mesmo quando os resultados esportivos das mulheres são igualmente relevantes. A diferença não está apenas na cobertura da mídia. Ela também aparece nos investimentos, nos contratos de patrocínio, na audiência estimulada pelas transmissões e no espaço dedicado às atletas nos debates esportivos. Durante décadas, o esporte feminino precisou lutar não apenas por títulos, mas pelo direito de existir, competir e ser reconhecido. Nos últimos anos, houve avanços importantes. O futebol feminino conquistou mais espaço, o vôlei feminino se consolidou como uma potência internacional e diversas atletas brasileiras se tornaram referências mundiais. Mas ainda existe uma desigualdade evidente quando o assunto é atenção pública.  Não se trata de criar uma disputa entre homens e mulheres. Trata-se de reconhecer que o desempenho esportivo merece valorização independentemente do gênero. Quando uma atleta veste a camisa do Brasil e conquista resultados expressivos, ela também representa o país, inspira meninas e ajuda a construir o futuro do esporte. Eu sou Aline Teixeira e acredito que apoiar o esporte feminino não é apenas uma questão de igualdade, é reconhecer o talento, a dedicação e as conquistas de mulheres que há muito tempo já provaram que merecem estar no centro da torcida brasileira. Se você também acredita, me acompanhe nas redes sociais @alineteixeira.oficial.